
PARTES UTILIZADAS
Folha
PROPRIEDADES
Antioxidante, antimutagênico, tônico, estimulante, diurético, lipolítico, anti-inflamatório e termogênico.
Como Prescrever
Apresentação Magistral
Forma
Extrato padronizado 50% polifenóis
Extrato padronizado 50% polifenóis
Dose Mínima
100mg
100mg
Dose Máxima
600mg
600mg
Concentração
50% polifenóis
50% polifenóis
Forma
Extrato padronizado 60% catequinas e 40% galato de epigalocatequinas
Extrato padronizado 60% catequinas e 40% galato de epigalocatequinas
Dose Mínima
120mg
120mg
Dose Máxima
240mg
240mg
Concentração
60% catequinas e 40% galato de epigalocatequinas
60% catequinas e 40% galato de epigalocatequinas
Forma
Extrato padronizado 30% polifenois totais e 3% de GHG
Extrato padronizado 30% polifenois totais e 3% de GHG
Dose Máxima
100mg
100mg
Concentração
30% polifenois totais e 3% de GHG
30% polifenois totais e 3% de GHG
Forma
Extrato glicólico - uso tópico
Extrato glicólico - uso tópico
Dose Mínima
1%
1%
Dose Máxima
5%
5%
Veículo
cremes, géis.
cremes, géis.
Sugestão de Uso
aplicar 2 a 3 x ao dia.
aplicar 2 a 3 x ao dia.
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Apresentação Industrial
sem dados.
Alimento
Parte Utilizada
Folha
Folha
Como Recomendar
De 1,8 a 2,2 g para cerca de 100 a 150 ml de água, ingerir uma xícara de 3 a 5 x ao dia. Preparar sob a forma de infusão por 3 minutos
De 1,8 a 2,2 g para cerca de 100 a 150 ml de água, ingerir uma xícara de 3 a 5 x ao dia. Preparar sob a forma de infusão por 3 minutos
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Preparação Extemporânea - Uso Tópico
sem dados.
INDICAÇÃO
Uso Oral - Adjuvante nos tratamentos de obesidade, sobrepeso, dislipidemias, reduz oxidação lipídica, sindrome metabólica, estresse oxidativo, fadiga crônica, na prevenção de doenças cardiovasculares (DCV), redução de colesterol e triglicerídeos e controle do peso. Redução das lesões da acne, as catequinas reduzem a produção do sebo por inibição da 5 alfa-redutase do tipo 1. Modulação do gasto energético.
A Agencia Europeia de Medicamentos (EMA), reconhece seu uso tradicional no combate a fadiga e a sensação de fraqueza em adultos e idosos. E a posologia recomendada como infusão das folhas de 1,8 a 2,2 g para cerca de 100 a 150 ml de água, ingerir uma xícara de três a cinco vezes ao dia e do pó das suas folhas uma dose de 390 mg três vezes ao dia ou até cinco vezes se necessário.
Na medicina tradicional chinesa o chá-verde é utilizado no tratamento da asma, angina de peito e doenças vasculares.
Segundo estudos sua suplementação poderia ser uma estratégia para reduzir a dor muscular de início tardio resultante do exercício (dano muscular) e estresse oxidativo. (da Silva et. al, 2018)
Estudo publicado comprovou efeito sinérgico em sua associação ao Phaseolus vulgaris na perda de peso. (Maunder et. al, 2020)
Uso tópico - Antioxidante, anti-inflamatório, adstringente e restaurador.
CONTRAINDICAÇÕES
Gestação e lactação, em portadores de doenças hepáticas.
Pode causar naúseas, constipação, insônia e aumentar a pressão arterial. Afecções inflamatórias gastrointestinais, hipertensão arterial, arritmias cardíacas. Em doses elevadas pode ser hepatotóxico.
Os taninos condensados podem interferir:
- com o metabolismo normal da codeína e diminuir a sua ação,
- com a ação da atropina,
- diminuindo a absorção de Fe (consumir 2h antes ou 4h depois do ingestão)
As catequinas presentes no chá-verde podem ter efeito antiplaquetário sinérgico com outros medicamentos.
Seu consumo excessivo, pode fornecer vitamina k em quantidade suficiente, para antagonizar os efeitos dos anticoagulantes e antiplaquetários.
A presença de cafeína, pode causar ação aditiva das anfetaminas.
Diminui a eficácia da amoxicilina no tratamento de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina.
Mecanismos de ação
As substâncias fenólicas inibem a absorção intestinal do colesterol exógeno. Modula o sistema de recaptação da glicose nos tecidos adiposo e muscular e suprime a expressão e ou ativação de fatores de transcrição relacionados com a adipogênese.
Sua atividade estimulante é atribuída ao conteúdo de cafeína presente na espécie, enquanto a atividade antioxidante é atribuída aos compostos fenólicos, especialmente as catequinas, enquanto os flavonoides estimulam glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase.
Enquanto sua atividade termogênica, ocorre devido a epigalocatequina-3-galato inibir a enzima COMT, que metaboliza a epinefrina, o que aumenta sua concentração e a estimulação em receptores β-adrenérgicos presentes nos adipócitos, aumentando assim o processo de termogênese por meio de ativação do AMPc. As xantinas por sua vez aumentam calor endógeno, via metabolismo oxidativo.
Na redução do peso corporal, podem ser destacados como mecanismo de ação a redução da absorção de lipídios e proteínas no intestino causada pelos constituintes da planta, ativação do cAMP pelos polifenóis, musculo esquelético e tecido adiposo.
A atividade antioxidante das catequinas pode prevenir a citotoxicidade induzida pelo estresse oxidativo em diferentes tecidos, pois possui ação scavenger de radicais livres, ação quelante de metais de transição tais como ferro e cobre, impedindo assim a formação de espécies reativas de oxigênio pela reação de Fenton, além de ação inibidora da lipoperoxidação.
Medicina tradicional chinesa (MTC)
Tônica, Adstringente e Amarga.
Constituintes Químicos
Bases Xantínicas (cafeína e teofilina, teobromina; protoantocianidinas); flavonoides (O-heterosídeos de flavonóis e flavanonas, C-heterosídeos de flavonas, epicatecol, epigalocatecol [EGCG] e seus ésteres gálicos), outros: óleo essencial, taninos catequinicos, vitaminas do Grupo B, sais Minerais, ácidos fenólicos. As folhas não fermentadas contêm proteínas (15 a 20%), glicídeos (5%), ácido ascórbico, vitaminas do complexo B e bases púricas, especialmente cafeína (2 a 4%), polifenóis - 30% (monosídeos de flavonóis e flavonas, catecóis e epicatecóis livres e esterificados pelo ácido gálico e produtos de condensação e taninos [10 a 24%]).
Referências
Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
Medicamentos, Alimentos e Plantas: As interações esquecidas? Fernando Ramos, Lúcia Santos, Maria da Conceição Castilho e Maria das Graças Campos. 1a edição, Lisboa. 2014
TOKUNAGA 2002 apud ALONSO, J.R; Tratado de fitofármacos e nutraceuticos. 1 ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2016
Publicações Links
Maunder, A., Bessell, E., Lauche, R., Adams, J., Sainsbury, A., & Fuller, N. R. (2020). Effectiveness of herbal medicines for weight loss: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes, obesity & metabolism, 22(6), 891–903. https://doi.org/10.1111/dom.13973
Stuby, J., Gravestock, I., Wolfram, E., Pichierri, G., Steurer, J., & Burgstaller, J. M. (2019). Appetite-Suppressing and Satiety-Increasing Bioactive Phytochemicals: A Systematic Review. Nutrients, 11(9), 2238. https://doi.org/10.3390/nu11092238
da Silva W, Machado ÁS, Souza MA, Mello-Carpes PB, Carpes FP. Effect of green tea extract supplementation on exercise-induced delayed onset muscle soreness and muscular damage. Physiol Behav. 2018 Oct 1;194:77-82. doi: 10.1016/j.physbeh.2018.05.006. Epub 2018 May 7. PMID: 29746891.
LU, PH; HSU, CH A suplementação com extrato de chá verde melhora a acne em mulheres pós-adolescentes? Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Terapias complementares em medicina , v. 25, p. 159-163, 2016.
OHISHI, Tomokazu et al. Anti-inflammatory action of green tea. Anti-Inflammatory & Anti-Allergy Agents in Medicinal Chemistry (Formerly Current Medicinal Chemistry-Anti-Inflammatory and Anti-Allergy Agents), v. 15, n. 2, p. 74-90, 2016.
HUANG., et al. The antiobesity effects of green tea in human intervention and basic molecular studies. European Journal Of Clinical Nutrition. England, 68, 10, 1075-1087, Oct. 2014.
Jurgens, T. M., Whelan, A. M., Killian, L., Doucette, S., Kirk, S., & Foy, E. (2012). Green tea for weight loss and weight maintenance in overweight or obese adults. The Cochrane database of systematic reviews, 12(12), CD008650. https://doi.org/10.1002/14651858.CD008650.pub2
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