Acmella oleracea
Jambú, agrião-do-pará, abecedária, agrião-bravo, agrião-do-brasil, agrião-do-norte, botão-de-ouro, erva-maluca, jabuaçú, nhambu

PARTES UTILIZADAS

Folha e inflorescência

PROPRIEDADES

Anestésica, analgésica, vasorelaxante, inibidore enzimática (tirosinase), antibacteriana, anti-inflamatória, antioxidante, imunomoduladora, gastroprotetora, antifúngica, diurética, antimalárica, inseticida

Como Prescrever

Forma
Tintura
Dose Mínima
2%
Dose Máxima
5%
Veículo
Em cremes, loções e géis.
Forma
Extrato glicólico padronizado 1,1% de espilantol
Dose Mínima
1%
Dose Máxima
5%
Veículo
Em cremes, loções e géis.
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sem dados.
Parte Utilizada
Folha fresca
Como Recomendar
Ferver 1 litro de água com 100 g de suas folhas frescas e 900 g de açúcar. Ingerir de 3 a 4 colheres de sopa ao dia.
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sem dados.

INDICAÇÃO

As folhas e flores quando mastigadas, causam a sensação de formigamento na mucosa oral, devido a sua ação de analgesia local

Uso na Tradicionalidade: contra dor de dente e ferimentos na boca, devido à presença do constituinte espilantol. Utlizada ainda como estimulante do apetite.

O chá ou xarope das folhas é considerado útil contra anemia, escorbuto, dispepsia, estimulante da atividade estomáquica, em quadro de tosses e problemas hepáticos.

As flores de S. oleracea possuem a maior quantidade de espilantol, de sabor picante. S. acmella L. mostrou analgésico e anti-inflamatório, diurético, inseticida, efeito protetor contra danos genotóxicos em linfócitos de sangue periférico humano cultivados, atividades vasorelaxantes-antioxidantes e propriedades imunomoduladoras.

Uso Tópico - Apresenta atividade de cicatrização e deposição de colágeno e atividade antinociceptiva, quando aplicado em feridas.

Estudo demonstrou que o espilantol seu principal componente bioativo, é capaz de inibir  as contrações musculares faciais, tornando-o um ingrediente atraente em cosméticos antirrugas e antienvelhecimento. Devido aos seus efeitos paralisantes musculares. (Grymel et. al,2023)

Um estudo avaliou a atividade em preparações contendo Spilanthes oleracea , Própolis, Nigella sativa e do Allium nigrum sobre diferentes microrganismos envolvidos em doenças bucais e sobre bactérias salivares. O resultado demosntrou que todas as preparações testadas apresentaram atividades antimicrobianas potentes. Quando medidos 10 minutos após a exposição, descobriu-se que mesmo baixas concentrações da tintura de própolis mataram mais de 99% das bactérias salivares, enquanto a tintura de Spilanthes e o extrato de Allium nigrum mataram mais de 90% e o óleo da semente da Nigella sativa mais de 60% dos patógenos. Sugerindo um enorme potencial, no controle de infecções associadas ao biofilme. (Vlachojannis et. al, 2018)

CONTRAINDICAÇÕES

Gestação e lactação.

Evitar o contato com a laringe por que pode provocar paralisia da glote que, embora transitória, pode ser perigosa.

Mecanismos de ação

Suas atividades, principalmente as anti-inflamatórias, antioxidantes e analgésicas, são atribuídas a compostos bioativos, como os fitoesteróis, compostos fenólicos e N-alquilamidas (espilantol, responsável por muitas atividades, principalmente anestésicas).

Estudos demonstraram que o extrato aquoso de Acmella oleracea, em doses de 100, 200 e 400mg/kg, por via oral em ratos, suprimiu o edema da pata induzida por carragenina, produzindo um efeito analgésico nos modelos de abano de cauda (tail flick) e de contorsão (writhing) induzidos por ácido acético.

Seu extrato, inibe predominantemente o mecanismo de dor periférica.

A ação antiinflamatória no extrato de Acmella oleracea foi demonstrada ser devido à presença do espilantol, através de um modelo baseado em macrófagos murinos RAW 264.7 ativados por lipopolissacarídeo (LPS). Os resultados sugerem que o espilantol reduz a resposta inflamatória nos macrófagos, quando induzida por LPS, por desativar o fator NF-κB, assim regulando negativamente a produção de mediadores pró-inflamatórios.

Estudo que avaliou as propriedades antioxidantes e imunomoduladoras de oleracea na melhora  dos sintomas de desespero comportamental crônico e alteração bioquímica associada à enfermidade da síndrome da fadiga crônica. Concluiu que seu extrato possui boa atividade de eliminação de radicais livres e potente atividade imunomoduladora que não apenas estimula modelos de imunidade humoral, mas também estimula a imunidade celular, isso pode ser devido à presença de flavonoides ou polifenóis.

O extrato metanólico de Acmella oleracea, bem como frações deste com hexano (84% espilantol) e diclorometano (100% espilantol), inibe a oxidação enzimática da L-DOPA, podendo atuar na prevenção da hiperpigmentação da pele (Barbosa et al., 2016).

Constituintes Químicos

Óleos essenciais, espilantol (isobutilamida), espilantina, afinina, colina e fitosterina.
Rica em isobutilamidas bioativas. A principal molécula é o alcalóide anti-séptico Nisobutilamida do ácido (2E, 6Z, 8E)-deca-2,6,8-trienóico (espilantol).

Referências

LORENZI, H.; MATOS, F.J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2ªed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

Publicações Links

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