Harpagophytum procumbens
Garra do diabo
Harpagófito, unha-do-diabo

PARTES UTILIZADAS

Tubérculo secundário

PROPRIEDADES

Anti-inflamatória, analgésica, antiespasmódica, sedativa e estimulante digestivo.

Como Prescrever

Forma
extrato seco 5% harpagosídeos
Dose Mínima
400mg
Dose Máxima
1200mg
Concentração
5% harpagosídeos
Forma
extrato seco 20% harpagosídeos
Dose Mínima
100mg
Dose Máxima
300mg
Concentração
20% harpagosídeos
Sugestão de Uso
Recomenda-se que sejam formulados em cápsulas gastrorresistentes, pois o ambiente ácido do estomago acarrete a hidrólise ou inativação de seus ativos.
Forma
tintura - uso oral
Dose Mínima
5ml
Dose Máxima
20ml
Forma
tintura - uso tópico
Dose Mínima
5%
Dose Máxima
10%
Veículo
cremes, pomadas ou géis.
Sugestão de Uso
aplicar 3 a 4 x ao dia
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Nome Comercial
Arpadol - APSEN
Dosagem
400mg
Apresentação
30 ou 60 comprimidos
Posologia
Ingerir 1 comprimido de 8 em 8 horas.
Nome Comercial
Arpyflan - Natulab
Dosagem
450 mg *Equivalente a 18 mg de harpagosídeo
Apresentação
30 Comprimidos revestidos
Posologia
Ingerir 1 (um) comprimido revestido, 3 (três) vezes dia. Recomenda-se tratamento durante um período por 2 a 3 meses.
Nome Comercial
Artroflan - Mantecorp
Dosagem
150mg
Apresentação
40 ou 60 comprimidos
Posologia
Ingerir 2 comprimidos 1 vez ao dia. Por até 4 semanas.
Nome Comercial
Bioflan - Myralis
Dosagem
250mg
Apresentação
30 comprimidos
Posologia
Ingerir 1 comprimido 1 a 2 vezes ao dia.
Nome Comercial
Garra do Diabo - Herbarium
Veículo
Comprimido
Dosagem
200mg
Apresentação
45 comprimidos
Posologia
Ingerir 1 comprimido 2 a 3 vezes ao dia.
Nome Comercial
Permear - Marjan Farma
Dosagem
300mg
Apresentação
10, 20 ou 30 comprimidos
Posologia
Ingerir 1 comprimido 1 vez ao dia.
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Parte Utilizada
tubérculo
Como Recomendar
decocção em 150ml, utilizar 1 xícara de chá, 2 a 3 x ao dia.
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sem dados.

INDICAÇÃO

Uso Oral - artralgias, doenças reumáticas, tendinites, dores crônicas de origem inespecífica do sistema musculoesquelético, dispepsia inespecífica.

Estudos realizados confirmaram que a acidez gástrica diminui a atividade anti-inflamatória do extrato de Harpagophytum procumbens, devido à degradação ácida do harpagosídeo. Portanto sugerem a necessidade de preparações galênicas com proteção à ação gástrica.

so tópico - no tratamento de feridas, úlceras, furúnculos e para o alívio da dor.

CONTRAINDICAÇÕES

Gravidez, lactação, cólon irritável, úlceras digestivas e litíase vesicular.

Pode provocar indisposição gástrica leve e causar diarreia.

Doses acima das recomendadas, podem interferir com drogas antiarrítmicas e com terapia hipotensiva ou hipertensiva.

Não fazer uso prolongado, mais de 4 semanas.

Mecanismos de ação

Seu extrato suprime a síntese de PGE2 e a produção de oxido nítrico induzidas por lipopolissacarídeo (LPS) por meio da inibição das enzimas ciclo-oxigenase-2 (COX-2) e óxido nítrico sintetase (iNOS). Seu efeito anti-inflamatório se dá pela ação supressora da expressão de COX-2 e iNOS por meio da inibição do fator NF-κB.

Na osteoartrite do joelho e quadril, seu efeito anti-inflamatório se dá pela inibição do fator de necrose tumoral (TNF-α) induzido por LPS em monócitos.

Farmacocinética

Após a administração de 600 mg de extrato de Harpagophytum procumbens contendo 25% harpagosídeo (equivalente a 150 mg harpagosídeo), o Cmáx de 32,2 ng/ mL foi observado após 1,3 horas, seguido de rápida queda no nível plasmático. O segundo pico observado após 8 horas indica circulação enterohepática. O tempo de meia-vida de eliminação foi 5,6 horas.

Medicina tradicional chinesa (MTC)

Extremamente Amarga, Inodora

Constituintes Químicos

Gliosídeos iridoides (harpagosídeo, harpagídeo, procumbina, procumbosídeo e seus ésteres p-cumarínicos), glicosídeos fenólicos (verbascosídeo, acetosídeo, isoacetosídeo e biosídeo), flavonoides (caempferol, luteolina), fitosteróis (β-sitosterol, estigmasgterol), triterpenoides pentacíclicos (ursanos, oleananos), ácidos orgânicos (ácido cafeico, ácido cinâmico e ácido clorogênico), aminoácidos e harpagoquinona.

Referências

Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.

Manual de Plantas Medicinais. Bases Farmacológicas e Clínicas. A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Alda Pereira da Silva, Maria do Céu Costa, Henrique Proença da Cunha, Mafalda Proença Portugal e Dinalivro, 2017.

Alonso, Jorge. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Monografias – Harpagofito. 1° Ed. Corpus. 2007. 551-554;

Publicações Links

Vlachojannis J, Roufogalis BD, Chrubasik S.Systematic review on the safety of Harpagophytumpreparations for osteoarthritic and low back pain.Phytother Res 2008; 22:149-152;

Gagnier, J.J., Chrubasik, S., Manheimer, E. Harpagophytum procumbens for osteoarthritis and low back pain: a systematic review. BMC Complementary and Alternative Medicine 2004; 4:13;

Chrubasik, S., Model, A., Black, A., Pollak, S. A randomized double-blind pilot study comparing Doloteffin® and Vioxx® in the treatment of low back pain. Rheumatology 2003; 42(1):141-8;

Gagnier JJ, van Tulder MW, Berman B, Bombardier C. Herbal medicine for low back pain: a Cochrane review. Spine 2007;32:82-92