Humulus lupulus
Lúpulo, salsaparrilha-nacional
Engatadeira, lúparo, lúpulo-trepador, pé-de-galo, vinha-do-norte
PARTES UTILIZADAS
Flor (estróbilos ou cones das flores femininas)
PROPRIEDADES
Sedativa, indutora do sono, digestiva, estimulante do apetite, fitoestrógena, analgésica, diurética, antimicrobiana.
Como Prescrever
Apresentação Magistral
Forma
pó
pó
Dose Mínima
400mg
400mg
Dose Máxima
800mg
800mg
Forma
Extrato seco 5:1
Extrato seco 5:1
Dose Mínima
250mg
250mg
Dose Máxima
375mg
375mg
Forma
extrato seco 5% flavonóides
extrato seco 5% flavonóides
Dose Mínima
150mg
150mg
Dose Máxima
300mg
300mg
Concentração
5% flavonóides
5% flavonóides
Forma
tintura - uso oral
tintura - uso oral
Dose Mínima
2ml
2ml
Dose Máxima
4ml
4ml
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Apresentação Industrial
sem dados.
Alimento
Parte Utilizada
Flor seca
Flor seca
Como Recomendar
0,5 g para cada 150 ml de água (xícara de chá).
0,5 g para cada 150 ml de água (xícara de chá).
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Preparação Extemporânea - Uso Tópico
sem dados.
INDICAÇÃO
Insônia, ansiedade, indução do sono, agitação, síndrome do climatério, reduz excitabilidade sexual excessiva (ejaculação precoce), dispepsias, enxaqueca, incontinência urinaria.
CONTRAINDICAÇÕES
Em situações clínicas como: tumores hormônio dependentes, hiperestrogenismo e pacientes com síndrome depressiva. Indivíduos em uso de ansiolíticos ou tranquilizantes devem evitar o seu uso, pois este pode intensificar seus efeitos.
Em casos de mastoses, insuficiência renal, disfunção hepática, gestação, lactação e diabetes.
Mecanismos de ação
Estudo refere a ação agonista do flavonoide do lúpulo, o xanto-humol, sobre os receptores GABA.
Ação estrogênica: explicada por uma significativa ligação competitiva dos compostos aos receptores estrogênicos α e β. Outro estudo recente (2016), refere que os compostos (xanto-humol, isoxanto-humol e 8-prenilnaringenina), reduzem no soro o hormônio luteinizante e o hormônio estimulante do folículo, aumentando os níveis de prolactina, o peso do útero e a espessura do epitélio vaginal, com o que diminuem os sintomas desagradáveis da menopausa.
Ação anti-inflamatória: compostos derivados do acilfloroglucinol, demostraram inibição seletiva de COX-2.
Medicina tradicional chinesa (MTC)
Amarga, Amornante, Seca, Aromática
Constituintes Químicos
Óleo essencial (0,3 a 1,0%) monoterpenos (linalol, geraniol, fenladrenos, β-mirceno, limoneno, geraniol, ésteres, cetonas), álcool alifático (metilbutenol) e sesquiterpenos (α-humuleno, β-cariofileno, β-selineno) a resina que contém os princípios amargos (derivados do acilfloroglucinol 3 a 28%) do tipo alfa (humulona, lupulona e seus derivados); taninos, procianidinas, flavonoides (rutosideos, quercitrosideo, astragalosídeo, xanto-humol, isoxanto-humol e outros prenilados).
Planta fresca - fitoestrógenos 30.000 a 300.000 UI por 100 g, flavonoides, prenilflavonoides (8-prenilnaringerina), monoterpenos, ésteres, cetonas, ácidos alfa e beta.
Referências
Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
Manual de Plantas Medicinais. Bases Farmacológicas e Clínicas. A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Alda Pereira da Silva, Maria do Céu Costa, Henrique Proença da Cunha, Mafalda Proença Portugal e Dinalivro, 2017.
Publicações Links
Shahmohammadi, A., Ramezanpour, N., Mahdavi Siuki, M., Dizavandi, F., Ghazanfarpour, M., Rahmani, Y., Tahajjodi, R., & Babakhanian, M. (2019). The efficacy of herbal medicines on anxiety and depression in peri- and postmenopausal women: A systematic review and meta-analysis. Post reproductive health, 25(3), 131–141. https://doi.org/10.1177/2053369119841166
Dietz, B. M., Hajirahimkhan, A., Dunlap, T. L., & Bolton, J. L. (2016). Botanicals and Their Bioactive Phytochemicals for Women's Health. Pharmacological reviews, 68(4), 1026–1073. https://doi.org/10.1124/pr.115.010843
Chadwick, L. R., Pauli, G. F., & Farnsworth, N. R. (2006). The pharmacognosy of Humulus lupulus L. (hops) with an emphasis on estrogenic properties. Phytomedicine : international journal of phytotherapy and phytopharmacology, 13(1-2), 119–131. https://doi.org/10.1016/j.phymed.2004.07.006