Paullinia cupana, Paullinia sorbilis
Guaraná
Guaraneiro

PARTES UTILIZADAS

Semente

PROPRIEDADES

Diurético, tônico-estimulante, efeito termogênico, antioxidante, antiagregante plaquetária, hipolipemiante.

Como Prescrever

Forma
Dose Mínima
2000mg
Dose Máxima
10000mg
Sugestão de Uso
Utilizar puro ou diluído em água.
Forma
Extrato seco 5% cafeína
Dose Mínima
100mg
Dose Máxima
300mg
Concentração
5% cafeína
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Nome Comercial
Guaraná do Amazonas - Sanitas
Dosagem
500mg
Apresentação
50 cápsulas
Posologia
Ingerir de 1 a 2 cápsulas até 3 vezes ao dia.
Nome Comercial
Guaraná - Herbarium
Dosagem
165mg
Apresentação
45 cápsulas
Posologia
Ingerir até 6 cápsulas ao dia.
Ver Mais
sem dados.
sem dados.

INDICAÇÃO

Estimulante na fadiga física e mental, na pratica de atividade física, na astenia, depressão.

Em monografia publicada pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos), é descrito seu uso tradicional nos sintomas de fadiga e sensação de fraqueza e a posologia recomendadae é de 450 mg até cinco vezes ao dia de um extrato contendo no mínimo 3,5% de cafeína.

Estudo demosntrou que a ingestão aguda pode influenciar em resultados como tempo de resposta mais rápido no desempenho cognitivo, o que estaria diretamente ligado ao teor de cafeína no pó ou extrato e a outras substâncias presentes como teobromina, teofilina, catequinas desempenharam um papel sinérgico nesta atividade. (Hack et. al, 2023)

CONTRAINDICAÇÕES

Na gestação, lactação e m crianças menores de 12 anos.

Pode causar insônia, inquietação, taquicardia, desordens gastrointestinais, irritabilidade, cefaleia, tremores, ansiedade, aumento da diurese e o uso prolongado pode causar tolerância.

Contraindicada para individuos portadores de transtornos como pânico, agitação, ansiedade, insônia e epilepsia.

Após a sua ingestão é observado um aumento da epinefrina, podendo provocar um quadro de hiperglicemia, pode ainda ocasionar creatinúria e diminuição de ureia no sangue.

Agitação psicomotora, contraindicado em situações de hipertireoidismo, arritmia, úlcera péptica e hipertensão arterial.

Uma associação com o Panax ginseng, devido ao efeito sinérgico hipertensor, não é recomendada para indivíduos hipertensos.

A sua associação com a efedrina, muito comum em formulações emagrecedoras, pode causar além da hipertensão arterial, taquicardia e perda de potássio.

Doses elevadas podem antagonizar o efeito de barbitúricos e inibir o clearance de lítio. Pode potencializar os efeitos de beta-adrenérgicos.

O tempo de meia-vida da cafeína é aumentado quando em uso concomitante com contraceptivos orais, fluorquinolonas, dissulfiram, cimetidina, fenilpropanolamina e mentrasto (Ageratum conyzoides) Pode diminuir a absorção de ferro e reduzir ação sedativa e aumentam os efeitos colaterais causados por fármacos simpatomiméticos, potencializa a ação de analgésicos e, quando administrado com anticoagulantes, poderá inibir a agregação plaquetária.

 

Mecanismos de ação

As xantinas são responsáveis pela sua propriedade como estimulante do SNC, pois produzem um maior estímulo das funções psíquicas, resultando no aumento do estado de alerta, maior concentração, resistência ao cansaço psicofísico e sensação de bem-estar.

As metilxantinas são capazes de bloquear os receptores de adenosina e de inibir a fosfodiesterase, aumentando a ação da norepinefrina e a liberação de epinefrina, promovendo ação estimulante do sistema nervoso.

Sua atividade termogênica também é atribuída à cafeína, que em combinação com os taninos, aumentam calor endógeno, via metabolismo oxidativo.

A atividade antioxidante é atribuída aos alcaloides e proantoncianidinas, que estimulam as enzimas antioxidantes.

Sua atividade hipolipemiante se dá pela presença de saponinas e óleos essenciais, que atuam na peroxidação lipídica.

 

 

Medicina tradicional chinesa (MTC)

Adstringente e Levemente Amarga

Constituintes Químicos

Suas sementes são compostas de óleos fixo e essencial, amido, taninos (catequina, epicatequina, ent-epicatequina e procianidinas), alcalóides do grupo xantina (cafeína, teobromina e teofilina), saponinas (timbonina), colina, minerais (cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro).

Possui 4 a 15% de cafeína, teofilina e teobromina em quantidades reduzidas, cerca de 8% de taninos tipo catequina, além de glicídios, lipídeos, resinas e pigmentos.

Referências

Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.

Manual de Plantas Medicinais. Bases Farmacológicas e Clínicas. A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Alda Pereira da Silva, Maria do Céu Costa, Henrique Proença da Cunha, Mafalda Proença Portugal e Dinalivro, 2017.

ALONSO, J.R. Tratado de fitofármacos e nutracêuticos. 1 ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2016.

Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. A. Proença da Cunha, Alda Pereira da Silva, Odete Rodrigues Roque. - 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.

Publicações Links

Hack, B., Penna, E. M., Talik, T., Chandrashekhar, R., & Millard-Stafford, M. (2023). Effect of Guarana (Paullinia cupana) on Cognitive Performance: A Systematic Review and Meta-Analysis. Nutrients, 15(2), 434. https://doi.org/10.3390/nu15020434

de Araujo, D. P., Pereira, P. T. V. T., Fontes, A. J. C., Marques, K. D. S., de Moraes, É. B., Guerra, R. N. M., & Garcia, J. B. S. (2021). The use of guarana (Paullinia cupana) as a dietary supplement for fatigue in cancro patients: A systematic review with a meta-analysis. Supportive Care in Cancro, 29(12), 7171-7182. https://doi.org/10.1007/s00520-021-06242-5

Veasey, R. C., Haskell-Ramsay, C. F., Kennedy, D. O., Wishart, K., Maggini, S., Fuchs, C. J., & Stevenson, E. J. (2015). The Effects of Supplementation with a Vitamin and Mineral Complex with Guaraná Prior to Fasted Exercise on Affect, Exertion, Cognitive Performance, and Substrate Metabolism: A Randomized Controlled Trial. Nutrients, 7(8), 6109–6127. https://doi.org/10.3390/nu7085272

KENNEDY,D.O. et al. 2004. Improved cognitive performance in human volunteers following administration of guarana (Paullinia cupana) extract: comparison and interaction with Panax ginseng. Pharmacology Biochemistry and Behavior. 79(3):401-411.

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