Rosmarinus officinalis, Salvia rosmarinus
Alecrim
Alecrim-da-terra, alecrinzeiro
PARTES UTILIZADAS
Folha
PROPRIEDADES
Potente antioxidante, gastroprotetora, antidispéptica, analgésica, espasmolítica, anti-inflamatória, antifúngica e antimicrobiana contrabactérias gram-positivas e gram-negativas.
Como Prescrever
Apresentação Magistral
Forma
Extrato seco 8:1
Extrato seco 8:1
Dose Mínima
300mg
300mg
Dose Máxima
1000mg
1000mg
Concentração
8:1
8:1
Forma
Extrato seco 0,04% flavonoides
Extrato seco 0,04% flavonoides
Dose Mínima
500mg
500mg
Dose Máxima
1000mg
1000mg
Concentração
0,04% flavonoides
0,04% flavonoides
Forma
Tintura 1:5
Tintura 1:5
Dose Mínima
10ml
10ml
Dose Máxima
30ml
30ml
Sugestão de Uso
Diluir em meio copo de água.
Diluir em meio copo de água.
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Apresentação Industrial
sem dados.
Alimento
Parte Utilizada
Folha - Infuso
Folha - Infuso
Como Recomendar
De 2 a 4 g das folhas para cada 150ml de água. Utilizar de 1 a 3 xícaras de chá ao dia
De 2 a 4 g das folhas para cada 150ml de água. Utilizar de 1 a 3 xícaras de chá ao dia
Parte Utilizada
Folha - Vinho medicinal
Folha - Vinho medicinal
Como Recomendar
Macerar 20g das folhas em 1 litro de vinho, por 5 dias. Agitando periodicamente.
Macerar 20g das folhas em 1 litro de vinho, por 5 dias. Agitando periodicamente.
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Preparação Extemporânea - Uso Tópico
Dose Máxima
5%
5%
Forma
Tintura
Tintura
Veículo
Cremes, pomadas, géis ou soluções capilares.
Cremes, pomadas, géis ou soluções capilares.
Formulação
Aplicar de 1 a 3 x ao dia.
Aplicar de 1 a 3 x ao dia.
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INDICAÇÃO
Uso oral - na astenia, dispepsias, flatulência, anorexia, hepatopatias, hipotensão arterial.
Uso tópico - como antisséptico e cicatrizante. As folhas apresentam efeito irritante sobre a pele, causando estimulação e aumentando a irrigação sanguinea, sobre a área de aplicação.
Seu óleo pode ser utilizado no tratamento da alopécia androgenética. (Panahi et. al, 2015)
Incorparado em pasta dentrifícia pode tratar efetivamente o sangramento gengival e reduziu a placa bacteriana. (Valones et.al, 2019)
Uso aprovado pela Comissão E Alemã - Doenças dispépticas e externamente no reumatismo e em problemas circulatórios.
Uso Etnomedicinal - digestivo, colerético, emenagogo, sedativo, antiespasmódico, hipertensor, sudorífico e analségico para uso tópico.
CONTRAINDICAÇÕES
Gestação, lactação e crianças com menos de 6 anos.
Sua ingestão é contraindicada em pacientes epilépticos.
Doses elevadas podem provocar irritações gastrointestinais e nefrite.
Não utilizar em em pacientes com gastrite, duodenite, úlcera péptica, síndrome do cólon irritável, doenças inflamatórias intestinais ou em doenças neurológicas acompanhadas de tremores e convulsões.
Não utilizar o óleo essencial puro por via oral, pode provocar cefaleias, convulsões, espasmos e gastroenterites.
Seu uso tópico pode produzir rubefação dérmica, não aplicar sobre mucosas.
Mecanismos de ação
Seus componentes amargos estimulam a secreção gástrica.
O óleo essencial apresenta ação antisséptica, devido a canfora e ação estimulante sobre a circulação e o sistema nervoso. Externamente atua como ativador da circulação periférica e como anti-inflamatório.
Alterações metabólicas, estresse oxidativo e sinalização redox são fatores que contribuem para a remodelação cardíaca, em animais que foram submetidos a infarto do miocárdio e suplementados com folhas de R. officinalis L. apresentaram maior oxidação de ácidos graxos e melhora da cadeia respiratória, semelhante ao metabolismo de animais não infartados. Além disso, encontraram diminuição do estresse oxidativo e da atividade enzimática no tecido cardíaco, com o uso de suplementação. O estresse oxidativo, causado pela ação de espécies reativas de oxigênio (ROS), pode ser controlado por enzimas antioxidantes como superóxido dismutase e catalase. A enzima superóxido dismutase é a primeira a proteger as mitocôndrias contra os efeitos nocivos das EROs durante a remodelação cardíaca. O uso do R. officinalis L. funcionou como uma enzima antioxidante e removeru radicais superóxidos do tecido. O fator nuclear (derivado de eritróide 2)-like 2 (Nrf2) é responsável pela transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes, e um aumento em sua expressão foi observado após o tratamento.
Atividade antioxidante o ácido rosmarínico demosntrou atividade antioxidante nos testes de inibição de quimioluminescência e formação de peróxidos hidrogenados formados a partir de granulócitos humanos.
Atividade antimicrobiana - Um possível alvo de interação pode ser a bicamada lipídica bacteriana. Carvacrol e timol são quimicamente atraídos pelos fosfolipídios da membrana citoplasmática bacteriana e essa interação promove perda da integridade da membrana e perda de material celular, como íons, trifosfato de adenosina (ATP) e material genético. A hidrofobicidade apresentada por alguns fitocompostos favorece sua difusão pela matriz polissacarídica do biofilme, promovendo a desestabilização da comunidade microbiana.
O efeito antifúngico é resultado de sua interação com a membrana e parede celular. A integridade dessas estruturas é afetada e todo o material citoplasmático é dispensado no meio.
Atividade anti-inflamatória o ácido rosmarínico demosbtrou experimentalmente agir sobre a formação de prostagladinas (PGE2), de maneira similar aos anti-inflamatórios não esteroidais, provocando ainda inibição do fator C3 do complemento, um mediador do processo inflamatório que não envolve a via da ciclooxigenase nem participa da atividade da prostaciclina-sintase.
Medicina tradicional chinesa (MTC)
Picante, Quente e Aromática.
Constituintes Químicos
Óleo essencial: hidrocarbonetos: pineno, camfeno, limoneno, cânfora, borneol, cineol, linalool e verbinol.
Flavonóides: diosmetina, diosmina, genkwanina, luteolina, hispidulina, apigenina e flavonóides glucurônicos nas folhas.
Ácidos triterpênicos: ácidos leanólico e ursólico e diterpeno carnosol.
Diterpenos fenólicos: ácidos cafeico, clorogénico, labiático, neoclorogênico e rosmarínico , salicilatos, saponina, traços de alcalóides, princípios amargos e taninos.
Referências
Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
ALONSO, J.R. Tratado de fitofármacos e nutracêuticos. 1 ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2016.
Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. A. Proença da Cunha, Alda Pereira da Silva, Odete Rodrigues Roque. - 3. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.
Publicações Links
Vagedes, J., Henes, J., Deckers, B., Vagedes, K., Kuderer, S., Helmert, E., & von Schoen-Angerer, T. (2022). Topical Rosmarinus officinalis L. in Systemic Sclerosis-Related Raynaud's Phenomenon: An Open-Label Pilot Study. Topische Anwendung von Rosmarinus officinalis L. bei Raynaud-Phänomen im Zusammenhang mit systemischer Sklerose: Eine unverblindete Pilotstudie. Complementary medicine research, 29(3), 242–248. https://doi.org/10.1159/000522507
de Oliveira JR, Camargo SEA, de Oliveira LD. Rosmarinus officinalis L. (rosemary) as therapeutic and prophylactic agent. J Biomed Sci. 2019 Jan 9;26(1):5. doi: 10.1186/s12929-019-0499-8. PMID: 30621719; PMCID: PMC6325740.
Valones, M. A. A., Silva, I. C. G., Gueiros, L. A. M., Leão, J. C., Caldas, A. F., Jr, & Carvalho, A. A. T. (2019). Clinical Assessment of Rosemary-based Toothpaste (Rosmarinus officinalis Linn.): A Randomized Controlled Double-blind Study. Brazilian dental journal, 30(2), 146–151. https://doi.org/10.1590/0103-6440201902164
Panahi, Y., Taghizadeh, M., Marzony, E. T., & Sahebkar, A. (2015). Rosemary oil vs minoxidil 2% for the treatment of androgenetic alopecia: a randomized comparative trial. Skinmed, 13(1), 15–21.
RAŠKOVIĆ, A; et al. Antioxidant activity of rosemary (Rosmarinus officinalis L.) essential oil and its hepatoprotective potential. BMC Complementary And Alternative Medicine. England, 14, 225, July 7, 2014.