Schinus terebinthifolia, Sarcotheca bahiensis, Schinus antiarthriticus, Schinus mellisiie, Schinus mucronulatus
Aroeira, aroeira-da-praia, aroeira-mansa, aroeira-vermelha, aroeira-pimenteira, aroeira-do-bejo

PARTES UTILIZADAS

Casca do caule, folha e fruto

PROPRIEDADES

Antimicrobiana, antifúngica, antinflamataória, antioxidante, despigmentante, cicatrizante e protetor da mucosa gástrica.

Como Prescrever

Forma
Tintura 1:5 - uso oral
Dose Mínima
1ml
Dose Máxima
3ml
Sugestão de Uso
Diluir em meio copo de água.
Forma
Extrato glicólico 1:10- uso tópico
Dose Mínima
10%
Dose Máxima
20%
Sugestão de Uso
Pode ser incorporado em cremes, géis, soluções e óvulos.
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Nome Comercial
Kios® - Hebron
Dosagem
640mg *corresponde a 1,6mg de ácido gálico.
Apresentação
7, 14 ou 28 comprimidos revestidos
Posologia
Ingerir 2 comprimidos ao dia. No tratamento da gastrite e sintomas da má digestão.
Nome Comercial
Kronel® Gel - Hebron
Dosagem
Extrato de Schinus terebinthifolius 3,996mL em cada 6g
Apresentação
60g
Posologia
Fazer a aplicação via vaginal de 6g (conteúdo do aplicador cheio) à noite, ao deitar, durante 10 dias
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sem dados.
Dose Máxima
100g
Forma
Decocção - Banho de assento
Veículo
água
Formulação
Em 1L de água, aplicar na região afetada de 3 a 4 x ao dia sob a forma de banho de assento.
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INDICAÇÃO

Uso Oral - Antiulceroso gástrico.

Uso Etnomedicinal (oral) - ingestão por via oral do infuso (folha) para casos de inflamação bucal.

Uso Tópico - Anti-inflamatório nas infecções de origem ginecológica e cicatrizante no pós parto.

Uso Etnomedicinal (tópico) - Sob a forma  de cozimento (decocto da casca), em banhos de assento após o parto como anti-inflamatório e cicatrizante. Também existem relatos como cicatrizante de feridas (o  chá das cascas e as folhas são utilizados para lavar feridas, e, além disso, para dor de dente, ferida na boca, dor de garganta, asma, febre e doenças femininas)

CONTRAINDICAÇÕES

Gestação e lactação, pode causar dermatites em alérgicos à planta.

A aplicação vaginal de seus extratos, pode causar desconforto local (ardor, queimação, irritação e assadura), pela presença dos alquilfenóis.

O uso agudo e crônico via oral pode ocasionar  pequenas alterações na aspartatotransaminase (AST) e fosfatase alcalina.

 

Mecanismos de ação

Em modelos experimentais farmacológicos de inflamação, os extratos atuaram inibindo os edemas, com redução na degranulação dos mastócitos, bem como diminuíram significativamente a contagem total de leucócitos e o acumulo de eosinófilos.

Um estudo que avaliou os efeitos anti-herpéticos do extrato hidroetanólico bruto da casca do caule contra o vírus Herpes simplex tipo 1 in vitro e in vivobem. O extrato hidroetanólico bruto inibiu todas as cepas do vírus Herpes simplex tipo 1 testadas in vitro e foi eficaz nas etapas de fixação e penetração, além de apresentar atividade virucida, confirmada por microscopia eletrônica de transmissão. (Nocch et. al, 2017)

 

Medicina tradicional chinesa (MTC)

Amornante e Adstringente.

Constituintes Químicos

Flavonoides (luteolina, catequina, canferol, quercetina), cumarinas iridoides, taninos condensados, polifenóis, metilxantinas, alcaloides, terpenoides (ácido masticadienoico, schinol aristolona, α-amirina), ácidos anacárdicos, açúcares e saponinas.
Casca - terpenos aristolona e α-amirina, e os compostos fenólicos luteolina, quercetina, canferol, galato de etila, catequina, gallocatequina e agathisflavona.
Folha - taninos e óleos essenciais. (galato de etila, miricetrina, quercitrina, galato de metila e miricetina)
Fruto - alto teor de taninos, rutina, quercetina, apigenina.
Óleo essencial: rico em mono e sesquiterpenos. Taninos, Resinas, Alcalóides, Flavonóides, Saponinas esteroidais, Esteróides, Triterpenos, cis-sabinol, p-cimeno, limoneno, simiarinol, alfa e beta pineno, delta-caroteno, alfa e beta felandeno, terechutona.

Referências

Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. p. 544. ISBN 85-86714-28-3

Publicações Links

Lima, B. R. F., Patriota, L. L. S., Marinho, A. O., Costa, J. A. D., Napoleão, T. H., Rosa, M. M. D., & Paiva, P. M. G. (2022). The Anxiolytic Activity of Schinus terebinthifolia Leaf Lectin (SteLL) Is Dependent on Monoaminergic Signaling although Independent of the Carbohydrate-Binding Domain of the Lectin. Pharmaceuticals (Basel, Switzerland)15(11), 1364. https://doi.org/10.3390/ph15111364

Tang, H., Porras, G., Brown, M. M., Chassagne, F., Lyles, J. T., Bacsa, J., Horswill, A. R., & Quave, C. L. (2020). Triterpenoid acids isolated from Schinus terebinthifolia fruits reduce Staphylococcus aureus virulence and abate dermonecrosis. Scientific reports10(1), 8046. https://doi.org/10.1038/s41598-020-65080-3

Nocchi, S. R., Companhoni, M. V., de Mello, J. C., Dias Filho, B. P., Nakamura, C. V., Carollo, C. A., Silva, D. B., & Ueda-Nakamura, T. (2017). Antiviral Activity of Crude Hydroethanolic Extract from Schinus terebinthifolia against Herpes simplex Virus Type 1. Planta medica83(6), 509–518. https://doi.org/10.1055/s-0042-117774

Torres, K. A. d. M., et al. (2016). "Activity of the aqueous extract of Schinus terebinthifolius Raddi on strains of the Candida genus." Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. https://doi.org/10.1055/s-0036-1597694