Solanum cernuum
Panaceia, Braço-de-preguiça, Velame-do-mato, Barba-de-bode, Bolsa-de-pastor, Braço-de-momo

PARTES UTILIZADAS

Folha e raiz

PROPRIEDADES

Antirreumática, antissifilítco, cicatrizante, sudorífica, gastroprotetora, citotóxica e antimicrobiana

Como Prescrever

sem dados.
sem dados.
Parte Utilizada
Folha
Como Recomendar
Utilizar cerca de 10 g de suas folhas trituradas, para cada 1 litro de água. Preparar sob a forma de infusão, coar e tomar de 3 a 4 xícaras de chá por dia.
Ver Mais
sem dados.

INDICAÇÃO

O uso tradicional da infusão de suas partes aéreas, é desrito no tratamento de úlcera gástrica, como antitumoral, diurético, anti-hemorrágico, anti-arrítmico,  em lesões hepáticas, infecções cutâneas e na gonorreia.

Já a a decocção de suas raízes é utilizada como diurético, depurativo e anti-hemorrágico.

 

CONTRAINDICAÇÕES

Sem relato nas literaturas consultadas

Mecanismos de ação

Ensaios antibacterianos indicaram sensibilidade do extrato em hexano das suas folhas contra Escherichia coliStaphylococcus aureuse e Bacillus cereus.

A atividade antiulcerativa do extrato hidroalcoólico a 60% de suas folhas foi utilizado em um  modelo animal de úlcera gástrica induzida por indometacina, dada uma alta dose do extrato (1000  mg/kg). O resultado mostrou inibição de 50,4% do índice médio do parâmetro ulcerativo em comparação com um grupo controle negativo (NaCl 0,9%).

O alto teor de flavonoides e ácido ferúlico, presentes num extrato hidroalcoolico de suas folhas, apresentam alta atividade antioxidante e consequentemente forte capacidade de induzir mecanismos de sobrevivência celular via de sinalização Nrf2/ARE. Acredita-se que seriam esses  os componentes responsáveis ​​pelos efeitos gastroprotetores.

Constituintes Químicos

Saponinas, ácidos orgânicos, açúcares redutores, polissacarídeos, fenóis e taninos, flavonóides (afzelina e quercitrina), alcalóides (guanidínicos, cernumidina e isocernumidina), glicosídeos cardíacos, esteróides, triterpenóides e carotenóides.

Referências

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. p. 481.

Publicações Links

Damasceno, J. L., de Oliveira, P. F., Miranda, M. A., Lima, M., Bastos, J. K., & Tavares, D. C. (2016). Antigenotoxic and Antioxidant Properties of Solanum cernuum and Its Alkaloid, Cernumidine. Biological & pharmaceutical bulletin39(6), 920–926. https://doi.org/10.1248/bpb.b15-00638

Abreu Miranda, M., Lemos, M., Alves Cowart, K., Rodenburg, D., D McChesney, J., Radwan, M. M., Furtado, N. A., & Kenupp Bastos, J. (2015). Gastroprotective activity of the hydroethanolic extract and isolated compounds from the leaves of Solanum cernuum Vell. Journal of ethnopharmacology172, 421–429. https://doi.org/10.1016/j.jep.2015.06.047

Almança, C. C., Saldanha, S. V., Sousa, D. R., Trivilin, L. O., Nunes, L. C., Porfírio, L. C., & Marinho, B. G. (2011). Toxicological evaluation of acute and sub-chronic ingestion of hydroalcoholic extract of Solanum cernuum Vell. in mice. Journal of ethnopharmacology138(2), 508–512. https://doi.org/10.1016/j.jep.2011.09.045