Taraxacum officinale
Dente-de-leão, taraxaco, alface-de-cão
Dente de leão, amor-dos-homens; bufasade-lobo; coroa-de-monge; frango; O-teu-pai-é-careca; quartilho; taráxaco
PARTES UTILIZADAS
Folha e raiz
PROPRIEDADES
Orexígeno, diurético, anti-inflamatório, antioxidante, hipoglicemiante, hepatoproteror, laxativo e hepatoprotetor.
Como Prescrever
Apresentação Magistral
Forma
Pó
Pó
Dose Mínima
2000mg
2000mg
Dose Máxima
4000mg
4000mg
Forma
Extrato seco 4:1
Extrato seco 4:1
Dose Mínima
450mg
450mg
Dose Máxima
900mg
900mg
Forma
Tintura 1:10
Tintura 1:10
Dose Mínima
10ml
10ml
Dose Máxima
50ml
50ml
Sugestão de Uso
Diluir em meio copo de água.
Diluir em meio copo de água.
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Apresentação Industrial
sem dados.
Alimento
Parte Utilizada
Raiz
Raiz
Como Recomendar
3 a 4 g para cada 150 ml de água (xícara de chá). Preparar sob a forma de decocção e ingerir de 1 a 2 x ao dia.
3 a 4 g para cada 150 ml de água (xícara de chá). Preparar sob a forma de decocção e ingerir de 1 a 2 x ao dia.
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Preparação Extemporânea - Uso Tópico
sem dados.
INDICAÇÃO
Planta depurativa, indicada para predisposição a litíase biliar, inapetência, oligúria, coleocistite, afecções hepáticas, desordens hepatobiliares, diurética segura, afecções geniturinárias (cistites, uretrites), hipertensão arterial, adjuvante no tratamento da obesidade, problemas dermatológicos, dispepsia, hipoacidez gástrica e desordens reumáticas. Efeitos diuréticos e coleréticos, anti-inflamatória moderada.
Pode ser utilizado na inapetência ou perda temporária do apetite.
Seu uso etnomedicinal é justificado pelas suas propriedades diuréticas, laxativas e pelo seu efeito colagogo e colerético hepático.
CONTRAINDICAÇÕES
Gestação, lactação e em crianças menores de 12 anos.
Devido as suas propriedades antidiabéticas, possivelmente pela estimulação da secreção da insulina ou por inibição da atividade da alfa-glucosidase, pode potencializar medicamentos antidiabéticos.
Pode também interferir com diuréticos poupadores de potássio como a espironolactona, amilorida, pela sua alta concentração de potássio.
O uso em pacientes com insuficiência renal, diabetes e afecções cardíacas, deve ser evitado devido a possíveis riscos de hipocalemia.
Sua ação diurética pode ocasionar em leve hipotensão arterial, justificando a precaução de seu uso em indivíduos que utilizam anti-hipertensivos.
Pode ainda interferir com relaxantes musculares, ciprofloxacino (pela diminuição da concentração plasmática).
É contraindicado ainda em quadros de obstrução do ducto da vesicula biliar, doenças hepáticas e em úlcera péptica ativa.
Mecanismos de ação
Sua ação anti-inflamatória se dá ao inibir a produção de óxido nítrico e a expressão de ciclo-oxigenase-2.
Seu extrato inibe as interações das células endoteliais com monócitos por polissacarídeos, mostrando potencial em prevenção da inflamação vascular e aterosclerose.
Sua ação diurética é atribuída a inulina e a ação colerética é atribuída ao ácido cafeico e ácidos ρ-hidroxi-fenilcarboxilicos e pelas lactonas sesquiterpenicas.
Sua ação laxativa se dá pela presença da inulina - ação osmótica e dos derivados terpênicos - irritantes intestinais.
Sua atividade antiobesidade parece ser indireta e estar relacionada ao melhor controle glicêmico e lipídico, e a inibição da lipase pancreática e redução da absorção de gorduras.
Medicina tradicional chinesa (MTC)
Quente, Seco, Amarga e Doce.
Constituintes Químicos
Ácidos hidroxicinâmicos, ácido chicórico, ácido monocafeiltartarico e o ácido clorogênico encontram-se em toda a planta.
Raiz - Inulina, resinas; derivados terpênicos (sitosterol e estigmasterol); goma, mucilagem, lactona sequisterpenica, resina e sais minerais.
Folha - flavonoides; vitaminas A, B1, C, PP e D; princípio amargo: taraxacina; ácidos (cafêico, cítrico, ácido palmítico, feniloacético, p-hidroxibenzóico) e Glicosídeo (taraxacosídeo; potássio).
Referências
Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clinica / Glaucia de Azevedo Saad et al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
Manual de Plantas Medicinais. Bases Farmacológicas e Clínicas. A. Proença da Cunha, Odete Rodrigues Roque, Alda Pereira da Silva, Maria do Céu Costa, Henrique Proença da Cunha, Mafalda Proença Portugal e Dinalivro, 2017.
ALONSO, J.R; Tratado de fitofármacos e nutraceuticos. 1 ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2016
Medicamentos, Alimentos e Plantas: As interações esquecidas? Fernando Ramos, Lúcia Santos, Maria da Conceição Castilho e Maria das Graças Campos. 1a edição, Lisboa. 2014
Publicações Links
Martinez M, Poirrier P, Chamy R, Prüfer D, Schulze-Gronover C, Jorquera L, et al. Taraxacum officinale and related species—An ethnopharmacological review and its potential as a commercial medicinal plant. J Ethnopharmacol [Internet]. 2015;1–19. Disponível em: http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0378874115002263
Gulfraz, et al. Effect of leaf extracts of Taraxacum officinale on CCl4 induced hepatotoxicity in rats, in vivo study. Pakistan Journal Of Pharmaceutical Sciences. Pakistan, 27, 4, 825-829, July 2014.
COLLE, D; et al. Antioxidant properties of Taraxacum officinale fruit extract are involved in the protective effect against cellular death induced by sodium nitroprusside in brain of rats. Pharmaceutical Biology. England, 50, 7, 883-891, July 2012. ISSN: 1744-5116.