Alfavaca-cravo, alfavacão
Ocimum gratissimum

PARTE UTILIZADA

Folhas

Formas de Uso

Folhas: As folhas frescas ou secas são usadas como tempero para carnes, peixes, frango ou saladas. As folhas também podem ser preparadas em forma de tempurá.

Constituintes Químicos / Informações Nutricionais

Energia: 298 kcal, Carboidrato: 5,8 g, Proteína: 16 g, Lipídios: 2 g, Fibra alimentar: 15,5 g, Sódio: 9,5 mg, Potássio: 95,3 mg, Magnésio: 88 mg, Ferro: 15,4 mg, Zinco: 6,5 mg, Fósforo: 58,2 mg, Cobre: 5,3 mg, Manganês: 5,4 mg. Dados obtidos de 100 g de folhas de alfavaca em base seca.

Propriedades

Em um estudo que testou a eficácia do extrato das folhas de alfacava no tratamento de fibrose hepática induzida por tetracloreto de carbono em ratos, foi apresentado que o extrato obteve um efeito dose-dependente, reduzindo significativamente os danos ao fígado, incluindo esteatose e fibrose, diminuindo a elevação da enzima aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase, inibindo a peroxidação lipídica, interrompendo o acúmulo de colágeno hepático e realizando a expressão de enzimas antioxidantes, sugerindo que a alfavaca possui potencial efeito anti-fibrose.

Um estudo investidou se o extrato aquoso de alfavaca possui atividade inibitória da enzima conversora de angiotensina (ECA) em ratos espontaneamente hipertensos. Foi constatado que o extrato exibiu uma atividade de inibição in vitro e e também nos animais testados, atribuindo este efeito a rutina, principal composto fenólico encontrado.

Em um outro estudo foi avaliado se o óleo essencial extraído das folhas de alfavaca exerceu atividade antifúngica em cepas de Candica albicans. O extrato presentou boa atividade antifúngica, sendo capaz de reduzir a taxa de crescimento a partir de quatro horas de exposição, sugerindo que o seu alvo de ação seja por intermédio de danos no envoltório celular, sugerindo que a alfavaca é promissora no desenvolvimento de fármacos com potencial atividade para o tratamento de doenças fúngicas.

Descrição Botânica

Descrição geral: Subarbusto ereto, perene, de base lenhosa, ramificado, com forte aroma de cravo-da-índia, de caule e ramos estriados, tomentoso-pubescentes e arroxeados, de 80-120 centímetros de altura.

Folhas: Simples, pecioladas, opostas de lâmina ovalado-lanceolada, membranácea, tomentoso-pubescente em ambas as faces, com 4-8 centímetros de comprimento.

Referências

KINNUP, V.F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.

CHIU, Y.-W. et al. Ocimum gratissimum is Effective in Prevention against Liver Fibrosis in Vivo and in Vitro. The American Journal of Chinese Medicine, v. 42, n. 04, p. 833–852, 2014.

IGBINOSA E. O. et al. In vitro assessment of antioxidant, phytochemical and nutritional properties of extracts from the leaves of Ocimum gratissimum (Linn). African journal of traditional, complementary, and alternative medicines : AJTCAM, v. 10, n. 5, 2013.

OLIVEIRA, L. B. S. et al. Atividade antifúngica e possível mecanismo de ação do óleo essencial de folhas de Ocimum gratissimum (Linn.) sobre espécies de Candida. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 18, n. 2, p. 511–523, 2016.