Araçá-boi
Eugenia stipitata

PARTE UTILIZADA

Frutos

Formas de Uso

Frutos: Podem ser consumidos in natura, em sucos, vitaminas, iogurte, geleias, doce de corte, sorvetes, mousses e purês.

Constituintes Químicos / Informações Nutricionais

Energia: 32 kcal, Carboidrato: 8,6 g, Proteína: 0,5 g, Lipídios: 0,3 g, Fibra alimentar: 3,2 g, Cálcio 9 mg, Cobre: 0,1 mg, Ferro: 0,5 mg, Potássio: 63 mg, Magnésio: 4 mg, Manganês: 0,1 mg, Zinco: 0,1 mg, Beta-caroteno: 5 mcg, Alfa-tocoferol: 0,8 mg, Tiamina: 0,1 mg, Riboflavina: 0,04 mg, Vitamina C: 27 mg. Dados obtidos em 100 g da polpa crua de araçá-boi.

Propriedades

Em revisão bibliográfica publicada foi evidenciado que o extrato do araçá-boi apresentou atividade anti-hiperglicêmica e antioxidante in vitro, através do mecanismo de inibição de enzimas do metabolismo de carboidratos (α-amilase), aumento da remoção de radicais superóxidos e inibição dos radicais hidroxila. Além disso o extrato dos frutos também apresentou antividade antiproliferativa, antimutagênica e proteção contra atividades citotóxicas e genotóxicas em células de camundongos albinos.

Onde Encontrar

Nativa da região amazônica, também ocorre na região centro-oeste do Brasil.

Descrição Botânica

Descrição geral: Arvoleta semidecidua, de copa aberta com remificação até a base, de 2,5-4 metros de altura.

Frutos: Globosos, do tipo baga, amarelos, velutinos, com polpa espessa, amarelada, muito suculenta, aromática e de sabor ácido, de 6-8 centímetros de diâmetro.

Nativa da região amazônica, também ocorre na região centro-oeste do Brasil.

Referências

AGUIAR, J; SOUZA, F.C.A. Relatório final de atividades do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN) da Região Norte. Instituto de Pesquisas da Amazônia. Manaus/AM. 2018.

KINNUP, V. F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.

CANUTO, G. A. B; et al. Caracterização físico-química de polpas de frutos da Amazônia e sua correlação com a atividade anti-radical livre. 32. Rev. Bras. Frutic. Jaboticabal. 4. 1196-1205. 2010.

DE ARAÚJO, F. F. et al. Wild Brazilian species of Eugenia genera (Myrtaceae) as an innovation hotspot for food and pharmacological purposes. Food Research International, v. 121, p. 57–72,2019.

GONÇALVES A.E.S.S; LAJOLO, F. M.; GENOVESE, M. I. Chemical Composition and Antioxidant/Antidiabetic Potential of Brazilian Native Fruits and Commercial Frozen Pulps. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 58, n. 8, p. 4666–4674, 28 abr. 2010.