Caruru-de-espinho, caruru-de-porco, bredo-vermelho, bredo-de-espinho.
Amaranthus spinosus
PARTE UTILIZADA
Folhas
Formas de Uso
As folhas de caruru-de-espinho podem ser consumidas em saladas, refogadas com ovos, , angus ou cozidas com carnes.
Constituintes Químicos / Informações Nutricionais
Energia: 27 kcal, Carboidrato: 4,3 g, Protéina: 4 g, Lipídios: 0,6 g, Fibra alimentar: 2,4 g (Base fresca). Cálcio: 4 g, Fósforo: 629 mg, Sódio: 393 mg, Manganês: 3 mg, Cobre: 3 mg, Zinco: 15 mg, Magnésio: 1 g, Ferro: 32 mg (Base seca). Dados obtidos em 100 g das folhas de caruru-de-espinho.
Propriedades
Em um estudo foi avaliada a atividade cicatrizante de exatos etanólicos de Amaranthus spinosus em ratos infectados por micróbios e seu potencial antioxidante para rápida recuperação de feridas. Os resultados mostraram que A.spinosus restaurou significativamente os tecidos da ferida em animais infectados e não infectados. A contração encontrada completa foi alcançada no dia 18 devido ao tratamento com pomada a 10% de A. spinosus. Além disso, o período de epitelização foi reduzido para 12,16 dias em comparação com o grupo de controle, ou seja, 24,66 dias. O extrato foi eficaz contra todas as cepas microbianas selecionadas; entretanto, a zona máxima de inibição (21,8 ± 0,76 mm) foi observada contra Staphylococcus epidermidis. O potencial anti-oxidante do extrato de A. spinosus restaurou significativamente o nível de radicais livres oxidativos em ratos e ajudou na recuperação rápida de feridas, tornando o extrato uma terapia em potencial para a cura de feridas infectadas e não infectadas.
Em um estudo que avaliou o potencial diurético do extrato aquoso de A.spinosus em ratos. O extrato produziu aumento na excreção de Na +, K +, Cl−, causou alcalinização da urina, mostrou forte atividade salurética e atividade de inibição da anidrase carbônica. Esses efeitos foram observados predominantemente na dose de 500 mg / kg e não houve relação dose-resposta. Esses resultados sugerem que A.spinosus age como um diurético tiazídico com atividade inibitória da anidrase carbônica, reafirmando sua atividade diurética de acordo com a medicina Siddha.
Um estudou avaliou a atividade antipirética do extrato metanólico das folhas de A.spinosus e verificou-se um efeito antipirético significativo na redução da temperatura corporal elevada induzida por leveduras em ratos e seus efeitos foram comparáveis aos do antipirético padrão paracetamol. Estudo fitoquímico preliminar indicou a presença de alcalóides, esteróides, glicosídeos, flavonóides, compostos fenólicos, terpenóides, proteínas e carboidratos que podem ser responsáveis pela atividade antipirética.
Em um outro estudo foi avaliado os possíveis efeitos antidiabéticos do extrato de folha de A.spinosus contra diabetes induzida por estreptozotocina-nicotinamida e estresse oxidativo em ratos albinos. A administração do extrato durante 21 dias causou uma redução significativa na glicose sanguínea em ratos tratados com STZ nicotinamida quando comparados com ratos diabéticos. Além disso, ratos diabéticos tratados com extrato de folha de A.spinosus apresentaram aumento significativo nas atividades de antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos quando comparados aos de ratos diabéticos. Os resultados indicam claramente que o tratamento com Amaranthus spinosus atenua a hiperglicemia ao diminuir o estresse oxidativo e o dano às células pancreáticas, o que pode ser atribuído ao seu potencial antioxidante.
Em outro estudo publicado foi avaliada a atividade hepatoprotetora e antioxidante do extrato etanólico 50% da planta inteira de A.spinosus contra dano hepático induzido por tetracloreto de carbono (CCl4) em ratos. Os resultados deste estudo indicam fortemente que plantas inteiras de A. spinosus têm potente atividade hepatoprotetora contra dano hepático induzido por tetracloreto de carbono em animais experimentais. Este estudo sugere que o possível mecanismo desta atividade pode ser devido à presença de flavonóides e compostos fenólicos no ASE que podem ser responsáveis pela atividade hepatoprotetora.
Descrição Botânica
Descrição geral: Herbácea ereta, anial, espinescente, muito ramificada, de hastes lisas de cor róseo-arroxeada.
Folhas: Simples, membranáceas, levemente discolores, com nervação impressa na face superior, de 3-11 centímetros de comprimento, com pecíolo de mais de 5 centímetros e com um par de espinhos aguçados no ponto de inserção com a haste.
Referências
KINNUP, V.F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.
AMUTHAN, A. et al. Evaluation of diuretic activity of Amaranthus spinosus Linn. aqueous extract in Wistar rats. Journal of Ethnopharmacology, v. 140, n. 2, p. 424–427, mar. 2012.
KUMAR, B. S. A. et al. Antioxidant and antipyretic properties of methanolic extract of Amaranthus spinosus leaves. Asian Pacific Journal of Tropical Medicine, v. 3, n. 9, p. 702–706, set. 2010.
MISHRA, S. B. et al. Amaranthus spinosus L. (Amaranthaceae) leaf extract attenuates streptozotocin-nicotinamide induced diabetes and oxidative stress in albino rats: A histopathological analysis. Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine, v. 2, n. 3, p. S1647–S1652, jan. 2012.
ODHAV, B. et al. Preliminary assessment of nutritional value of traditional leafy vegetables in KwaZulu-Natal, South Africa. Journal of Food Composition and Analysis, v. 20, n. 5, p. 430–435, ago. 2007.
PASWAN, S. K.; SRIVASTAVA, S.; RAO, C. V. Wound healing, antimicrobial and antioxidant efficacy of Amaranthus spinosus ethanolic extract on rats. Biocatalysis and Agricultural Biotechnology, v. 26, p. 101624, jul. 2020.
ZEASHAN, H. et al. Hepatoprotective activity of Amaranthus spinosus in experimental animals. Food and Chemical Toxicology, v. 46, n. 11, p. 3417–3421, nov. 2008.