Picão-preto, pico-pico, amor-seco, carrapicho-de-agulha, coambi, fura-capa
Bidens pilosa
PARTE UTILIZADA
Folhas
Formas de Uso
Folhas: Podem ser consumidas refogadas ou para acompanhar risotos, sopas e cremes.
Constituintes Químicos / Informações Nutricionais
Energia: 39 kcal, Carboidratos: 3,7 g, Proteína: 5 g, Lipídios: 0,6 g, Fibra alimentar: 3 g, Cálcio: 1354 mg, Fósforo: 504 mg, Sódio: 290 mg, Manganês: 21 mg, Cobre: 10 mg, Zinco: 22 mg, Magnésio: 658 mg, Ferro: 17. Dados obtidos em 100 gramas das folhas em base seca.
Propriedades
Evidências encontradas apontam que o extrado metanólico das folhas de picão-preto possui uma atividade antioxidante de 88% (capacidade de neutralização de radicais livres), em comparação com a Rutina (controle). Além disso, o extrato aquoso de picão-preto foi capaz de diminuir significativamente os níveis de glicose no sangue e aumentou os níveis de insulina no soro em camundongos. No entanto, mais estudos são necessários para elucidar os compostos bioativos e os mecanismos moleculares envolvidos nesse efeito.
Onde Encontrar
Nativa em toda a América Tropical. No Brasil é cultivada majoritariamente nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-oeste.
Descrição Botânica
Descrição geral: Herbácea anual, ereta, ramificada, de hastes anguladas, com odor característico. Esparso-pubescente, de 40-120 centímetros de altura.
Folhas: simples no ápice dos ramos e compostas pinadas, com 3 a 5 folíolos, membranáceos e de margens serreadas ou lobadas, discolores, de 4-8 centímetros de comprimento por 4 centímetros de largura.
Nativa em toda a América Tropical. No Brasil é cultivada majoritariamente nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-oeste.
Referências
KINNUP,V.F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.
HSU, Y.-J. et al. Anti-hyperglycemic effects and mechanism of Bidens pilosa water extract. Journal of Ethnopharmacology, v. 122, n. 2, p. 379–383, mar. 2009.
ODHAV, B. et al. Preliminary assessment of nutritional value of traditional leafy vegetables in KwaZulu-Natal, South Africa. Journal of Food Composition and Analysis, v. 20, n. 5, p. 430–435, ago. 2007.