Serralha, chicória-brava, ciúmo
Sonchus oleraceus

PARTE UTILIZADA

Folhas

Formas de Uso

Folhas: Podem ser consumidas cozidas ou refogadas acompanhando preparações variadas, tendo sabor similar ao do espinafre.

Precauções

A literatura consultada evidencia a presença de ácido oxálico na serralha, portanto seu uso na forma crua deve ser evitado ou consumido com parcimônia.

Constituintes Químicos / Informações Nutricionais

Energia: 30 kcal, Carboidratos totais: 5 g, Proteína: 2,6 g, Lipídios: 0,7 g, Fibra alimentar: 3,5 g, Cálcio: 126 mg, Ferro: 1,2 mg, Sódio: 19 mg, Magnésio: 26 mg, Fósforo: 48 mg, Potássio: 265 mg, Zinco: 1 mg, Cobre: 0,2 mg, Selênio: 0,6 mg, Vitamina A (RE): 1210 mcg, Vitamina A (RAE): 605 mcg, Vitamina E: 2 mg, Riboflavina: 0,1 mg, Vitamina B6: 0,08 mg, Vitamina C: 1,5 mg, Betacaroteno: 68 mcg, Luteína: 87 mcg, Violaxantina: 53 mcg, Além de luteolina, apigenina, caempferol, glicosídeo de quecertina e flavonoides. Dados obtidos em 100 g das folhas.

Propriedades

Apesar desta espécie possuir compostos fenólicos e flavonoides que possuem atividade antioxidante, até o momento não existem estudos na literatura científica que validem ou ratifiquem esta propriedade funcional in vivo. Além disso, um estudo que utilizou células HepG2 resistentes a insluna in vitro, aponta que o extrato bruto de Sonchus oleraceus pode atuar na regulação do metabolismo da glicose, melhorando a sensibilidade a insulina das células HepG2. No entanto, estudos em seres humanos são necessários para confirmar tal benefício.

Onde Encontrar

Nativa possivelmente do continente europeu, a espécie cresce espontaneamente durante o inverno e primavera em terrenos lavrados, pomares e hortas. Ocorre principalmente nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Descrição Botânica

Descrição geral: Herbácea anual, ereta, lactescente, glabra, de caule oco e pouco ramificado, medindo entre 40 e 110 centímetros de altura.

Folhas: Simples, de lâmina membranácea ou profundamente partida com a base auriculada quase envolvendo o caule, de 6 a 17 centímetros de comprimento.

Nativa possivelmente do continente europeu, a espécie cresce espontaneamente durante o inverno e primavera em terrenos lavrados, pomares e hortas. Ocorre principalmente nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Referências

KINNUP, V. F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.

RODRIGUEZ-AMAYA, D.B. et al. Fontes alimentares de carotenoides: tabela brasileira de composição de carotenoides em alimentos. Brasília: MMA/SBF, 2008. 99 p.

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Universidade de São Paulo (USP). Food Research Center (FoRC). Versão 7.1. São Paulo, 2020. Disponível em: http://www.fcf.usp.br/tbca.

CHEN, L.; TENG, H.; CAO, H. Chlorogenic acid and caffeic acid from Sonchus oleraceus Linn synergistically attenuate insulin resistance and modulate glucose uptake in HepG2 cells. Food and Chemical Toxicology, v. 127, p. 182–187, maio 2019.

PETROPOULOS, S. A. et al. Bioactive compounds content and antimicrobial activities of wild edible Asteraceae species of the Mediterranean flora under commercial cultivation conditions. Food Research International, v. 119, p. 859–868, maio 2019.