PARTE UTILIZADA
Frutos
Formas de Uso
Os frutos podem ser utilizados para a preparação de sucos, desidratados (aspectos de passas), triturados para preparação de "açúcar mascavo de uva-do-japão" como também podem ser utilizados para acompanhamento de bolos.
Constituintes Químicos / Informações Nutricionais
Energia: 105 kcal, Carboidrato: 19,4 g, Proteína: 3,7 g, Lipídios: 1,4 g, Fibra alimentar: 12,5 g,
Propriedades
Em um estudo realizado foi examinado os efeitos de um extrato etanólico da fruta de H.dulcis na hepatite crônica induzida por tetracloreto de carbono em camundongos. Verificou-se redução dos níveis plasmáticos de glutamato-oxalato-transaminase, glutamato-piruvato-transaminase e dos híveis hepáticos de malondialdeído. A avaliação histológica mostrou que H.dulcis pode atenuar a fibrose e necrose hepática causada pelo tetracloreto de carbono. Também foi verificado que H.dulcis diminuiu as expressões de mRNA do colágeno hepático.Esses resultados demonstram claramente que o E.dulcis pode reduzir as lesões hepáticas em camundongos.
Em um outro estudo publicado onde o suco preparado de H.dulcis com baixo teor de açúcares camundongos com diabetes mellitus tipo 1 induzida com alta dose de estreptozotocina levou a um ganho significativo no peso corporal e aumento do nível de insulina sérica, nível de fator de crescimento semelhante à insulina-1, nível de nitrogênio da uréia no sangue, nível de creatinina e nível de glicogênio hepático. Enquanto isso, a glicose no sangue em jejum, o nível de frutosamina e a tolerância à glicose também aumentaram notavelmente. Além disso, o tratamento com o suco melhorou significativamente o metabolismo lipídico, a qualidade das ilhotas e o estresse oxidativo das ilhotas. Também foi verificado um aumento da expressão de RNA mensageiro de genes de metabolismo da glicose no pâncreas dos camundongos tratados. Esses achados indicam que o o suco de H.dulcis pode melhorar os sintomas associados ao diabetes mellitus tipo 1, sugerindo também novas estratégias para a prevenção e tratamento do diabetes.
Um outro estudo investigou a ação de H.dulcis sobre a termogênese e seu mecanismo usando adipócitos marrons cultivados em cultura primária de camundongos obesos. Fatores relacionados à termogênese, incluindo UCP1 e PGC1α, aumentaram com o tratamento com H.dulcis. Também aumentou a biogênese mitocondrial e fatores de ativação, como NRF1 e complexo OXPHOS. Além disso, H.dulcis aumentou o nível intercelular de NAD + e a atividade de SIRT1, que podem ser responsáveis pela ativação da reação termogênica. No geral, nossos resultados sugerem que H.dulcis pode ser uma nova opção para o tratamento da obesidade devido à sua ação termogênica por meio da biogênese e ativação mitocondrial.
Descrição Botânica
Descrição geral: Árvore caducifólia, de 10-20 metros de altura, com tronco cilíndrico revestido por casca fissurada, de 35-45 centímetros de diâmetro.
Frutos: Os ramos das inflorescências intumescem e tornam-se suculentos, de cor marrom e agridoces (pseudofrutos), em cujas extremidades se formam os verdadeiros frutos (pequenas bolas) com as sementes marrons.
Referências
KINNUP, V.F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias não convencionais (PANC) no Brasil. São Paulo: editora Instituto Plantarum de Estudos, 2014.
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